A Terra é o provável paraíso perdido.
Federico García Lorca
Federico García Lorca, (1898-1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, um dos mais importantes escritores modernos de língua espanhola.
Frases e citações
Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.
Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.
a noite esporeia suas negras ancas cravando-se estrelas
Como não me preocupei de nascer, não me preocuparei de morrer.
AR DE NOTURNO Tenho muito medo das folhas mortas, medo dos prados cheios de orvalho. eu vou dormir; se não me despertas, deixarei a teu lado meu coração frio. O que é isso que soa bem longe? Amor. O vento nas vidraças, amor meu! Pus em ti colares com gemas de aurora. Por que me abandonas neste caminho? Se vais muito longe, meu pássaro chora e a verde vinha não dará seu vinho. O que é isso que soa bem longe? Amor. O vento nas vidraças, amor meu! Nunca saberás, esfinge de neve, o muito que eu haveria de te querer essas madrugadas quando chove e no ramo seco se desfaz o ninho. O que é isso que soa bem longe? Amor. O vento nas vidraças, amor meu!
A rosa não buscava a aurora: quase eterna no ramo buscava outra coisa. A rosa não buscava ciência nem sombra: confim de carne e sonho, buscava outra coisa. A rosa não buscava a rosa: imóvel pelo céu buscava outra coisa.
O mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida.
A poesia não quer adeptos, quer amantes.
Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo.
Se as minhas mãos pudessem desfolhar Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa mais distante que nunca. Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva. Amar-te-ei como então alguma vez? Que culpa tem meu coração? Se a névoa se esfuma, que outra paixão me espera? Será tranqüila e pura? Se meus dedos pudessem desfolhar a lua!!
Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar e o cavalo na montanha. Com a sombra pela cintura ela sonha na varanda, verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Verde que te quero verde. Por sob a lua gitana, as coisas estão mirando-a e ela não pode mirá-las.
Gazel do Amor Desesperado A noite não quer vir para que tu não venhas, nem eu possa ir. Mas eu irei, inda que um sol de lacraus me coma a fronte. Mas tu virás com a língua queimada pela chuva de sal. O dia não quer vir para que tu não venhas, nem eu possa ir. Mas eu irei entregando aos sapos meu mordido cravo. Mas tu virás pelas turvas cloacas da escuridade. Nem a noite nem o dia querem vir para que por ti morra e tu morras por mim.
Olha à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo.
Tengo miedo a perder la maravilla de tus ojos de estatua, y el acento que de noche me pone en la mejilla la solitaria rosa de tu aliento. Tengo pena de ser en esta orilla tronco sin ramas; y lo que más siento es no tener la flor, pulpa o arcilla, para el gusano de mi sufrimiento. Si tú eres el tesoro oculto mío, si eres mi cruz y mi dolor mojado, si soy el perro de tu señorío, no me dejes perder lo que he ganado y decora las aguas de tu río con hojas de mi otoño enajenado.
Hoje sinto no coração um vago tremor de estrelas, mas minha senda se perde na alma de névoa. A luz me quebra as asas e a dor de minha tristeza vai molhando as recordações na fonte da ideia. Todas as rosas são brancas, tão brancas como minha pena, e não são as rosas brancas porque nevou sobre elas. Antes tiveram o íris. Também sobre a alma neva. A neve da alma tem copos de beijos e cenas que se fundiram na sombra ou na luz de quem as pensa. A neve cai das rosas, mas a da alma fica, e a garra dos anos faz um sudário com elas. Desfazer-se-á a neve quando a morte nos levar? Ou depois haverá outra neve e outras rosas mais perfeitas? Haverá paz entre nós como Cristo nos ensina? Ou nunca será possível a solução do problema? E se o amor nos engana? Quem a vida nos alenta se o crepúsculo nos funde na verdadeira ciência do Bem que quiçá não exista, e do mal que palpita perto? Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos da Terra? Se o azul é um sonho, que será da inocência? Que será do coração se o Amor não tem flechas ? Se a morte é a morte, que será dos poetas e das coisas adormecidas que já ninguém delas se recorda? Oh! sol das esperanças! Água clara! Lua nova! Coração dos meninos! Almas rudes das pedras! Hoje sinto no coração um vago tremor de estrelas e todas as coisas são tão brancas como minha pena.
ESTE É O PRÓLOGO Deixaria neste livro toda a minha alma. este livro que viu as paisagens comigo e viveu horas santas. Que pena dos livros que nos enchem as mãos de rosas e de estrelas e lentamente passam! Que tristeza tão funda é olhar os retábulos de dores e de penas que um coração levanta! Ver passar os espectros de vida que se apagam, ver o homem desnudo em Pégaso sem asas, ver a vida e a morte, a síntese do mundo, que em espaços profundos se olham e se abraçam. Um livro de poesias é o outono morto: os versos são as folhas negras em terras brancas, e a voz que os lê é o sopro do vento que lhes incute nos peitos - entranháveis distâncias. O poeta é uma árvore com frutos de tristeza e com folhas murchas de chorar o que ama. O poeta é o médium da Natureza que explica sua grandeza por meio de palavras. O poeta compreende todo o incompreensível e as coisas que se odeiam, ele, amigas as chamas. Sabe que as veredas são todas impossíveis, e por isso de noite vai por elas com calma. Nos livros de versos, entre rosas de sangue, vão passando as tristes e eternas caravanas que fizeram ao poeta quando chora nas tardes, rodeado e cingido por seus próprios fantasmas. Poesia é amargura, mel celeste que emana de um favo invisível que as almas fabricam. Poesia é o impossível feito possível. Harpa que tem em vez de cordas corações e chamas. Poesia é a vida que cruzamos com ânsia, esperando o que leva sem rumo a nossa barca. Livros doces de versos sãos os astros que passam pelo silêncio mudo para o reino do Nada, escrevendo no céu suas estrofes de prata. Oh! que penas tão fundas e nunca remediadas, as vozes dolorosas que os poetas cantam! Deixaria neste livro toda a minha alma... tradução: William Agel de Melo
O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte. Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de kordiscos e açucenas. Enche, pois, de palavras minha loucura ou deixa-me viver em minha serena noite da alma para sempre escura. ( tradução: William Agel de Melo )
VOLTA DE PASSEIO Assassinado pelo céu, entre as formas que vão para a serpente e as formas que buscam o cristal, deixarei crescer meus cabelos. Com a árvore de tocos que não canta e o menino com o branco rosto de ovo. Com os animaizinhos de cabeça rota e a água esfarrapada dos pés secos. Com tudo o que tem cansaço surdo-mudo e mariposa afogada no tinteiro. Tropeçando com meu rosto diferente de cada dia. Assassinado pelo céu! ( tradução: William Agel de Melo)
Confusão Meu coração é teu coração? Quem me reflexa pensamentos? Quem me presta esta paixão sem raízes? Por que muda meu traje de cores? Tudo é encruzilhada! Por que vês no céu tanta estrela? Irmão, és tu ou sou eu? E estas mãos tão frias são daquele? Vejo-me pelos ocasos, e um formigueiro de gente anda por meu coração. Tradução de Oscar R. Mendes
Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas.
LA LLUVIA La lluvia tiene un vago secreto de ternura, algo de soñolencia resignada y amable, una música humilde se despierta con ella que hace vibrar el alma dormida del paisaje. Es un besar azul que recibe la Tierra, el mito primitivo que vuelve a realizarse. El contacto ya frío de cielo y tierra viejos con una mansedumbre de atardecer constante. Es la aurora del fruto. La que nos trae las flores y nos unge de espíritu santo de los mares. La que derrama vida sobre las sementeras y en el alma tristeza de lo que no se sabe. La nostalgia terrible de una vida perdida, el fatal sentimiento de haber nacido tarde, o la ilusión inquieta de un mañana imposible con la inquietud cercana del color de la carne. El amor se despierta en el gris de su ritmo, nuestro cielo interior tiene un triunfo de sangre, pero nuestro optimismo se convierte en tristeza al contemplar las gotas muertas en los cristales. Y son las gotas: ojos de infinito que miran al infinito blanco que les sirvió de madre. Cada gota de lluvia tiembla en el cristal turbio y le dejan divinas heridas de diamante. Son poetas del agua que han visto y que meditan lo que la muchedumbre de los ríos no sabe. ¡Oh lluvia silenciosa, sin tormentas ni vientos, lluvia mansa y serena de esquila y luz suave, lluvia buena y pacifica que eres la verdadera, la que llorosa y triste sobre las cosas caes! ¡Oh lluvia franciscana que llevas a tus gotas almas de fuentes claras y humildes manantiales! Cuando sobre los campos desciendes lentamente las rosas de mi pecho con tus sonidos abres. El canto primitivo que dices al silencio y la historia sonora que cuentas al ramaje los comenta llorando mi corazón desierto en un negro y profundo pentagrama sin clave. Mi alma tiene tristeza de la lluvia serena, tristeza resignada de cosa irrealizable, tengo en el horizonte un lucero encendido y el corazón me impide que corra a contemplarte. ¡Oh lluvia silenciosa que los árboles aman y eres sobre el piano dulzura emocionante; das al alma las mismas nieblas y resonancias que pones en el alma dormida del paisaje!
Romance Sonâmbulo (A Gloria Giner e a Fernando de los Rios) Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar e o cavalo na montanha. Com a sombra pela cintura ela sonha na varanda, verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Verde que te quero verde. Por sob a lua gitana, as coisas estão mirando-a e ela não pode mirá-las. Verde que te quero verde. Grandes estrelas de escarcha nascem com o peixe de sombra que rasga o caminho da alva. A figueira raspa o vento a lixá-lo com as ramas, e o monte, gato selvagem, eriça as piteiras ásperas. Mas quem virá? E por onde?... Ela fica na varanda, verde carne, tranças verdes, ela sonha na água amarga. — Compadre, dou meu cavalo em troca de sua casa, o arreio por seu espelho, a faca por sua manta. Compadre, venho sangrando desde as passagens de Cabra. — Se pudesse, meu mocinho, esse negócio eu fechava. No entanto eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. — Compadre, quero morrer com decência, em minha cama. De ferro, se for possível, e com lençóis de cambraia. Não vês que enorme ferida vai de meu peito à garganta? — Trezentas rosas morenas traz tua camisa branca. Ressuma teu sangue e cheira em redor de tua faixa. No entanto eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. — Que eu possa subir ao menos até às altas varandas. Que eu possa subir! que o possa até às verdes varandas. As balaustradas da lua por onde retumba a água. Já sobem os dois compadres até às altas varandas. Deixando um rastro de sangue. Deixando um rastro de lágrimas. Tremiam pelos telhados pequenos faróis de lata. Mil pandeiros de cristal feriam a madrugada. Verde que te quero verde, verde vento, verdes ramas. Os dois compadres subiram. O vasto vento deixava na boca um gosto esquisito de menta, fel e alfavaca. — Que é dela, compadre, dize-me que é de tua filha amarga? — Quantas vezes te esperou! Quantas vezes te esperara, rosto fresco, negras tranças, aqui na verde varanda! Sobre a face da cisterna balançava-se a gitana. Verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Ponta gelada de lua sustenta-a por cima da água. A noite se fez tão íntima como uma pequena praça. Lá fora, à porta, golpeando, guardas-civis na cachaça. Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar. E o cavalo na montanha.
A poesia é a união de duas palavras que nunca se supôs que se pudessem juntar e que formam uma espécie de mistério.
Tenho medo de perder a maravilha de teus olhos de estátua e aquele acento que de noite me imprime em plena face de teu alento a solitária rosa. Tenho pena de ser nesta ribeira tronco sem ramos; e o que mais eu sinto é não ter a flor, polpa, ou argila para o gusano do meu sofrimento. Se és o tesouro meu que oculto tenho se és minha cruz e minha dor molhada, se de teu senhorio sou o cão, não me deixes perder o que ganhei e as águas decora de teu rio com as folhas do meu outono esquivo.
SINTO Sinto que em minhas veias arde sangue, chama vermelha que vai cozendo minhas paixões no coração. Mulheres, por favor, derramai água: quando tudo se queima, só as fagulhas voam ao vento.
Arder de desejo e ficar quieto sobre isso é a maior punição que podemos trazer a nós mesmos.
Cacida da Mão Impossível Não quero mais que uma mão, mão ferida, se possível. Não quero mais que uma mão, inda que passe noites mil sem cama. Seria um lírio pálido de cal, uma pomba atada ao meu coração, o guarda que na noite do meu trânsito de todo vetaria o acesso à lua. Não quero mais que essa mão para os diários óleos e a mortalha de minha agonia. Não quero mais que essa mão para de minha morte ter uma asa. Tudo mais passa. Rubor sem nome mais, astro perpétuo. O demais é o outro; vento triste enquanto as folhas fogem debandadas. Federico García Lorca, in 'Divã do Tamarit' Tradução de Oscar Mendes
A balada da água do mar O mar sorri ao longe. Dentes de espuma, lábios de céu. – Que vendes, ó jovem turva, com os seios ao ar? – Vendo, senhor, a água dos mares. – Que levas, ó negro jovem, mesclado com teu sangue? – Levo, senhor, a água dos mares. – Essas lágrimas salobres de onde vêm, mãe? – Choro, senhor, a água dos mares. – Coração, e esta amargura séria, onde nasce? – Amarga muito a água dos mares! O mar sorri ao longe. Dentes de espuma, lábios de céu.
A Monja Cigana Silêncio de cal e mirto. Malvas nas ervas finas. A monja borda goivos-amarelos sobre uma tela de palha. Voam na aranha cinza, sete pássaros do prisma. A igreja grunhe de longe Como um osso pança acima. Como borda bem! Com que graça! Sobre a tela de palha, ela quisera bordar flores de sua fantasia. Que girassol! Que magnólia de lantejoulas e fitas! Que açafrões e que luas, no mantel da missa! Cinco toranjas se adoçam na cozinha próxima. As cinco chagas de Cristo cortadas em Almería. Pelos olhos da monja galopam dois cavaleiros. Um rumor último e surdo lhe descola a camisa, e ao mirar nuvens e montes nas árduas distâncias, quebra-se o seu coração de açúcar e lúcia-lima. Oh, que planície íngreme com vinte sóis acima! Que rios postos de pé vislumbra sua fantasia! Mas segue com suas flores, enquanto que de pé, na brisa, a luz joga xadrez alto da gelosia. Tradução de Mª Clara M.
Granada: humilde elegia Tua elegia, Granada, a dizem as estrelas Que furam desde o céu, teu negro coração. A diz o horizonte perdido de tua vega, A repete solene a hera que se entrega À muda carícia da velha torre. Tua elegia, Granada, é silêncio enferrujado, Um silêncio já morto de sonhar. Ao se quebrar o encanto, tuas veias sangraram O aroma imortal que os rios levaram Em borbulhas de pranto ao mar sonoro. O silêncio da água é como um pó velho Que cobre tuas ameias, teus bosques, teus jardins, Água morta que é sangue de tuas torres feridas, Água que é toda a alma de mil névoas fundidas, Que transforma as pedras em lírios e jasmins. Hoje, Granada, te elevas já morta para sempre Em túmulo de neve e mortalha de sol Esqueleto gigante de sultana gloriosa Devorado por florestas de louros e rosas Diante de quem vela e chora o poeta espanhol. Hoje, Granada, te elevas guardada por ciprestes (Chamas petrificadas de tua velha paixão) Partiu já de teu seio o laranjal de ouro, A palmeira extasiada do tesouro África, Sobra somente a neve da água e sua canção. Tuas torres são já sombras. Cinzas teus granitos Pois te destrói o tempo. A civilização Põe sobre teu ventre sagrado sua cabeça E esse ventre que esteve grávido de ferocidade, Hoje ainda que morto, se opõe à profanação, Tu, que antigamente tiveste as avalanches de rosas, Tropas de guerreiros com bandeiras ao vento, Minaretes de mármore com turbantes de seda, Colmeias musicais entre as avenidas E lagoas como esfinges da água ao céu Tu, que antigamente tiveste mananciais de aroma Onde beberam reais caravanas de gente Que te ofertavam o âmbar em troca da prata Em cujas margens tingidas de escarlate As viram com assombro os olhos do Oriente. Tu, cidade do devaneio e da lua cheia, Que alojaste paixões gigantescas de amor, Hoje já morta, repousas sobre rubras colinas Tendo entre as velhas heras de tuas ruínas O sotaque dolorido do doce rouxinol . O que se foi de seus muros para sempre, Granada? Foi o perfume potente de tua raça encantada Que deixando correntes de névoa te deixou: Ou a tua tristeza é tristeza nativa E desde que nasceste ainda segues pensativa Enredando tuas torres com o tempo que passou? Hoje, cidade melancólica do cipreste e da água, Em tuas heras antigas se detém a minha voz. Afunde tuas torres! Afunde tua velha Alhambra Que já murchinha e quebrada no monte se queixa, Querendo desfolhar-se como flor de mármore. Invadem com a sombra maciça os teus ambientes! Esquecem a raça viril que te formou! E hoje que o homem profana o teu encanto sepulcral, Quero que entre tuas ruínas adormeça o meu canto Como um pássaro ferido por um caçador astral Tradução de Mª Clara M.
A felicidade eterna é ser poeta. O resto não tem importância, nem sequer a morte.
Territórios e conexões
Qualidade e enriquecimento
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