Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena. E, para sempre, é impossível.
Alexander Pushkin
Alexander Pushkin (1799-1837) foi um romancista, poeta e dramaturgo russo. Considerado um dos fundadores da literatura russa moderna, escreveu "Eugenio Onieguin", romance em versos apontado como sua obra-prima.
Frases e citações
Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena. E, para sempre, é impossível.
Perder a razão é uma coisa terrível. Antes morrer. A um morto consideramos com respeito, rezamos por ele. A morte fá-lo igual a todos. Enquanto um homem privado da sua razão deixou de ser homem.
Genialidade e maldade não combinam.
O respeito pelo passado - eis o traço que distingue a instrução da barbárie; as tribos nómadas não possuem nem história, nem nobreza.
A subtileza ainda não é inteligência. Às vezes os tolos e os loucos também são extraordinariamente subtis.
Nunca encontrareis a poesia se não a tiverdes dentro de vós.
Gosto mais do engano que nos eleva / do que das verdades obscuras e baixas.
O céu deu-nos o hábito, / bom substituto da felicidade.
A melhor universidade é a felicidade de viver.
A palavra de um poeta é a essência do seu ser.
ELEGIA Dos anos loucos a alegria extinta Ressaca vaga, faz que eu mal me sinta. Mas, como o vinho, é o remorso meu Que mais forte ficou, se envelheceu. É triste minha estrada. E me anuncia O mar ruim do porvir dor e agonia. Mas não desejo, amigos meus, morrer; Quero ser para pensar e sofrer. E sei que há gozos para mim guardados Entre aflições, desgostos e cuidados: Inda a concórdia poderei cantar, Sobre prantos fingidos triunfar, E talvez com sorrir de despedida Brilhe o amor no sol-pôr de minha vida.
AOS MEUS AMIGOS Os deuses ainda vos dão Dias e noites de alegria, E amáveis moças vos estão A examinar com simpatia. Folgai, cantai, ficai a fruir A noite, amigos, passageira, E a vosso prazer sem canseira Hei-de, entre lágrimas, sorrir.
A FLOR Vejo uma flor seca, sem ar Cá esquecida em um caderno, E meu espírito prosterno Num esquisito meditar: Floriu quando? Onde? Em que estação? E postergou-se? E é estranha Ou amiga a mão que a apanha? E a pôs aqui por que razão? Pra recordar um encontro amável Ou uma separação funesta, Ou um passeio solitário Num sítio, à sombra da floresta? E ele está vivo, ela também? E a que refúgio se retêm? Ou eles ambos já mirraram Como esta flor que aqui deixaram?
A ilusão que nos exalta é mais querida a nós que dez mil verdades.
Todos dizem: 'Não há justiça na terra.' Mas também não há justiça lá no alto!
Queima o sangue um fogo de desejo, De desejo a alma é ferida, Dá-me os teus lábios: o teu beijo É o meu vinho e minha mirra. Reclina para mim a cabeça Ternamente, faz que eu durma Sereno até que sopre um dia alegre E se dissipe a névoa noturna.
Eu amei-te; mesmo agora devo confessar, Algumas brasas desse amor estão ainda a arder; Mas não deixes que isso te faça sofrer, Não quero que nada te possa inquietar. O meu amor por ti era um amor desesperado, Tímido, por vezes, e ciumento por fim. Tão terna, tão sinceramente te amei, Que peço a Deus que outro te ame assim.
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Qualidade e enriquecimento
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